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Esperança |
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Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
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Oh se rasgásseis os céus e descêsseis (Is.63,19)
FELIZ ADVENTO!
É o desejo ardente, de quem espera uma luz! É a ânsia do coração inquieto, na noite escura. É um grito de alerta, na alma da sentinela, que aguarda, vigilante, a surpresa de uma chegada! Isaías, o profeta do Advento, vem despertar-nos o coração adormecido, para o desejo mais profundo de Deus, na certeza inabalável de que Ele virá e descerá sobre nós! Como é elevado este anseio! Como é tamanha esta esperança! É o desejo de Deus, como único Redentor, que brota do nosso pobre coração, caído na lama, como folha seca. É o anseio de contemplar o rosto de Deus Pai, num coração desfeito, cujas faltas nos parecem levar como o vento. É a esperança de que o Senhor volte para nós o Seu olhar, de que volte à nossa companhia, de que Ele venha até nós! Sem este verdadeiro anseio, sem este forte desejo da vinda do Senhor, o Advento é uma oportunidade perdida, uma experiência repetida. Será «outra vez Advento», mas não «Advento, de novo».
Mas o mesmo profeta antevia já a realização do que esperava: «vós já descestes, Senhor, e perante a vossa face estremeceram os montes. Nunca os ouvidos escutaram, nem os olhos viram que um Deus, além de vós, fizesse tanto em favor dos que praticam a justiça». Sim. Ele já veio. Já desceu. Já mostrou a sua face. Veio há dois mil anos, na humildade da natureza humana. Com Cristo, Deus mostrou o seu rosto, fez-se ver e ouvir. Entrou no nosso mundo, tomou-o como sua casa. E com a sua vinda, foram-nos fiados e confiados todos os bens! São Paulo pôde mesmo dizer aos coríntios: «já não vos falta nenhum dom da graça, a vós que esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo» (I Cor.1,7)!
Mas o Senhor vem continuamente. Atravessa-se, no nosso caminho, entra na nossa vida, quantas vezes, surpreendentemente, a qualquer hora da noite ou do dia, com notícias e acontecimentos, que ora nos arrasam, ora nos acordam, ora nos chamam a Ele e para ele. Por vezes, Ele deixa-nos cair por terra, para nos envolver, com a sua intensa luz, como a São Paulo, no caminho de Damasco. Mas esta luz, só se manifesta a quem arde, como ele, em desejo, a quem cai por terra e se sente cego e perdido, sem Ele. Esta intensa Luz, que dissipa as trevas, põe a claro a nossa cegueira, a cegueira dos nossos falsos desejos, das nossas necessidades artificiais, das nossas luzes intermitentes. De algum modo, a luz intensa e permanente, que é Cristo e que só Ele nos traz, presta-se a cegar-nos a vista, para o aparato inútil de tantas coisas, que nos encandeiam! Só, com esta «luz de vigia», podemos descortinar os sinais de Deus, encontrar o essencial da vida! Que ao chegar esta Luz, Ele nos encontre na própria casa e não fora dela.
a casa do mundo, é a casa da Igreja, é a casa de cada um, o lugar onde esperamos, activos, por ver chegar aquele que foi de viagem, o Senhor Jesus, que partiu para o Pai e há de voltar na sua glória. Esperamo-lo, não preocupados com o dia e a hora, mas ocupados, na respectiva tarefa, que o Senhor a todos e a cada confiou!
Irmãos: Vamos viver este Advento, de maneira simples, precisamente, a partir da nossa casa, onde tudo começa. O tempo de crise, que se vive, é propício a acautelar o essencial, a vigiar pela fidelidade! Que o Senhor desperte em nós este desejo, este anseio e esta vontade firme de irmos ao seu encontro de Cristo, nossa Luz. O desejo do coração é a nossa luz de vigia, no tempo da espera! Por isso clamamos: Vinde, Senhor Jesus! Sede a nossa Luz. Entrai e alumiai todos os que estão em casa (Mt.5,16)!
BOM DOMINGO A TODOS VOCÊS!
DEUS ABENÇOE A TODOS!
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