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Impetuoso |
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[ Solteiros e Namorando ] Pergunta aberta : European war tour 2.009 D.C. + Wacken Open Air!!! ?
"*Habitantes, ou ao menos hópedes, de muitos países do espírito;sempre escapando aos buracos úmidos e agradáveis a que nos parecia confinar a predileção ou pré-aversão;a juventude,a origem, o acaso,de homens e livros, ou mesmo a fadiga das andanças;cheios de malícia frente aos engodos da dependência, que se escondem em honras, dinheiro, cargos ou entusiasmo dos sentidos;até mesmo gratos à miséria e às vicissitudes da doença,porque sempre nos livraram de alguma regra e de seu "preconceito", Gratos a Deus, Diabo, ovelha e verme que haja em nós, curiosos ao ponto do vício, investigadores ao ponto de ser cruéis, com dedos impetuosos para o intangível, com dentes e estômagos para o mais indigesto,prontos para todo ofício que exige perspicácia e sentidos agudos, prontos para todos os riscos,graças a um excesso de "livre-arbítrio" , com almas de frente e de fundos,das quais não se vêem facilmente os últimos propósitos,com fachadas e bastidores que ninguém percorreria até o fim, escondidos sob um manto de luz,conquistadores, mesmo que pareçamos herdeiros e esbanjadores,colecionadores e arrumadores desde a manhã até a noite, avarentos de nossas riquezas e gavetas abarrotadas,parcimoniosos no aprender e no esquecer, inventores em esquemas, às vezes orgulhosos de tábua de categoria, às vezes pedantes, às vezes corujas do trabalho mesmo que em pleno dia, quando necessário até mesmo espantalhos- e atualmente isso é necessário ; na medida que somos amigos natos, jurados e ciumentos da SOLIDÃO, de nossa mais profunda , mais solar e mais noturna solidão-tal espécie de homens somos nós, nós, espíritos livres!!!*"
*Além do Bem e do Mal*
OBS:Teve paciência para ler e compreender ...Obrigada, isso representa que você é muito mais que apenas um rosto...de uma forma abstrata acaba de conhecer muito de minha pessoa...
[ Filosofia ] Pergunta aberta : O que o coração perdeu, a razão pode recuperar ?
Dois Impossíveis
(Laurindo Rabelo)
Jamais! Quando a razão e o sentimento
Disputam-se o domínio da vontade,
Se uma nobre altivez nos alimenta
Não perde de todo a liberdade.
A luta é forte: o coração sucumbe
Quase nas ânsias do lutar terrível;
A paixão o devora quase inteiro,
Devorá-lo de todo é impossível!
Jamais! a chama crepitante lastra,
Em curso impetuoso se propaga,
Lancem-lhe embora prantos sobre prantos,
É inútil, que o fogo não se apaga.
Mas chega um ponto em que lhe acena o ímpeto
Em que não queima já, mas martiriza,
Em que tristeza branda e não loucura
À razão se sujeita e harmoniza.
É nesse ponto de indizível tempo
Onde, por misterioso encantamento,
O sentir à razão vencer não pode,
Nem a razão vencer ao sentimento.
No fundo de noss'alma um espetáculo
Se levanta de triste majestade,
Se de um lado a razão seu facho acende
Do outro os lírios seus planta a saudade.
Melancólica paz domina o sítio,
Só da razão o facho bruxuleia
Quando por entre os lírios da saudade
Do zelo semimorto a serpe ondeia!
Dois limites então na atividade
Conhece o ser pensante, o ser sensível:
Um impossível - a razão escreve,
Escreve o sentimento outro impossível!
Amei-te! os meus extremos compensaste
Com tanta ingratidão, tanta dureza,
Que assim como adorar-te foi loucura,
Mais extremos te dar fora baixeza.
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