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Iniciais - Workpédia

 
Iniciais
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[ Outras - Governo e Política ] Pergunta aberta : ¿Lulla dá o peixe, mas não ensina a pescar?

Acho que o assunto das ?bolsas-esmolas? já nem devia ser discutido aqui no Brasil, pois está bem claro a sua finalidade. Mas como colocam este assunto nas questões mais variadas, deixo aqui minha opinião. Lulla da o peixe mais não ensina a pescar... Frase sugestiva. Não acham? Aliás, sempre quando falam das ?bolsas-esmolas? eu lembro de outra frase interessante que, muito embora pareça não haver semelhanças, me vem bem a calhar: ?O homem é o construtor de ferramentas? Quem acompanhou com certa assiduidade os documentários sobre a vida animal em algum momento das últimas décadas para cá, já deve ter visto ou ouvido falar de Jane Goodall, uma loira linda e corajosa que se embrenhou nas selvas da Tanzânia para estudar o comportamento dos primatas. Goodall foi criadora da famosa ?bolsa-banana?. O objetivo era conquistar a confiança dos chimpanzés distribuindo bananas entre eles. Um sucesso! Goodall venceu o desafio, conseguiu se aproximar de um grupo de chimpanzés que viria a ficar conhecido no mundo inteiro. Entre eles estava o terrível Frodo*, que naquelas épocas ainda era apenas um filhote, mas já demonstrava uma agressividade tão desproporcional que a pesquisadora temia pelo dia que ele se fizesse líder do grupo. (Mais sobre o Frodo nos comentários não pertinentes à pergunta) Depois de implantar o Bolsa-Banana e se aproximar do grupo, Jane Goodall pode registrar cenas fantásticas que revolucionaram a idéia reduzida que tínhamos destes animais. Filmando o convívio dos chimpanzés, a pesquisadora constatou algumas semelhanças com os seres humanos que vieram a confirmar a teoria da evolução. Entre elas: A maneira que nos aproximamos de um novo grupo; como nos esforçamos para conquistar a confiança e aprovação de terceiros. Nossos relacionamentos estratégicos, amizade seletiva, sedução, traição, mas também, companheirismo e amizades duradouras, bem como muitos outros comportamentos sócio-comportamentais. Jane Goodall também fez cair por terra o mito de que éramos os únicos construtores de ferramentas. Em uma cena maravilhosa, ela registrou um chimpanzé moldando e afinando um galho e depois usando como ferramenta de extensão do braço para alcançar o fundo de um formigueiro, assim pode aproveitar uma ?saborosa? refeição sem se preocupar com as indesejadas picadas. Recentemente, Jane Goodall, já de idade avançada, mas ainda com o mesmo brilho nos olhos, voltou à Tanzânia para se reencontrar com o grupo de chimpanzés que a fez uma das maiores pesquisadoras que o mundo já conheceu. Em um depoimento emocionante, surpreendeu a muitos de seus telespectadores quando confessou seu amargo arrependimento por ter implantado o bolsa-banana. Disse que se pudesse voltar no tempo, jamais cometeria o mesmo erro. Pronto! Agora que a semelhança entre as duas frases iniciais já foi devidamente explicada, voltemos para a questão das outras bolsas. As "bolsas-esmolas". Para se discutir o Bolsa-Família de forma séria e coerente, temos que levar em consideração a existência de três grupos de pessoas. Os dois primeiros muito bem representados por aqui. E um terceiro que ? infelizmente ? não tem voz no yahoo respostas. 1) Os que são favoráveis 2) Os que são contra 3) Os que são beneficiados Os que são favoráveis agem muitas vezes cegamente, pois defendem antes de tudo, sua ideologia: a Igualdade. Palavra que vem sendo forçadamente distorcida pelos direitistas, que tentam associá-la às atrocidades cometidas por regimes comunistas. Porém, a igualdade não se encerra em nenhuma ideologia. É maior do que qualquer movimento, por mais libertário que seja. Tem haver com os direitos naturais de qualquer ser humano. Por exemplo, o igual direito a vida. Os que são contra as ?bolsas? se igualam ao primeiro grupo no que diz respeito ao não aprofundamento da questão. Porém, estes não se guiam necessariamente por sua ideologia: a Desigualdade. Aqui as reclamações são diversas. Muitas delas consideradas pelos esquerdistas como preconceituosas. Cito as duas principais: 1) ?É um projeto populista e eleitoreiro, usado para assegurar o voto dos mais pobres?; ?Usa o povão como massa de manobra?. 2) ?Vicia o povão?; ?faz dos pobres mais miseráveis ainda?; ?acostuma essa gente à ração e a torna cada vez mais dependente e improdutiva?. Quanto aos beneficiados: deixo-os para a consciência de cada um. Agora, para deixar claro o meu posicionamento, sou levado a voltar mais uma vez a história da Jane Goodall para associá-la aos demais detalhes da pergunta. Jane Goodall se arrependeu, sim, do ?bolsa-banana? mas se enganam quem concluiu que tenha sido por deixar os chimpanzés dependentes da ?ração?. Os chimpanzés aceitavam de bom grado as bananas, mas isso não interferia a sua dieta alimentar. Eles não deixavam de buscar seus alimentos por causa de um punhado de banana. Jane também não se fez líder do grupo de chimpanzés por causa de sua caridade. Pensar assim seria ignorar a complexidade da natureza destas extraordinárias criaturas tão parecidas com seu parente mais evoluído. O motivo de arrependimento tem haver com o fato de sua ação (ação humana) ter influenciado diretamente o cotidiano dos chimpanzés. Isso era o que ele mais queria evitar. Sua ação levou a outros fatores sócio-comportamentais dos chimpanzés: Eles seguem uma hierarquia. Um macho mais fraco, uma fêmea ou um filhote não poderiam pegar um banana antes do líder do grupo. Do contrário, se arriscavam a sofrer duras represálias, muitas vezes impostas horas depois, longe da presença humana. Outra coisa a assinalar é o ciúme que alguns chimpanzés causavam devido sua capacidade de cativar os humanos, dar e receber carinho. Se pensar que os chimpanzés se tornariam dependentes de um punhado de bananas já é desconhecer a natureza destes animais, dizer que o Bolsa Família deixa o homem dependente (improdutivo) é desqualificá-lo a um nível inferior ao dos primatas; é desconhecer completamente a realidade social do nosso país; desconhecer a realidade das pessoas mais pobres; pior! É não conhecer-se a si mesmo, não saber da complexidade da natureza humana. Dizer que 180 reais mensais deixa um homem improdutivo (dependente) é não saber o valor da nossa moeda. Precisa-se ganhar muito dinheiro para não saber o que dá para comprar com 180 reais. Não, meus amigos. Ao contrário de deixar um homem acostumado à ração; ao contrário de deixar um homem dependente e improdutivo; ao contrário de dar peixe ao homem, mas não ensiná-lo a pescar; ao contrário disso tudo, o Bolsa-Família serve para que o cidadão possa tocar sua vida em frente, de forma mais digna; possa alimentar suas crianças, deixá-las mais bem nutridas, mais bonitas; serve para que um cidadão possa fazer planos, criar projetos. Sim! Criar projetos; serve para que um cidadão possa, agora sim, produzir, colaborar com seu país. Um cidadão que agora saiu de sua condição de invisível (muitos cômoda para outros), um cidadão que agora que recebeu uma mão para se levantar, pode erguer a cabeça, estufar o peito e dizer ?Eu sou Brasileiro!? E com muito orgulho por esse país maravilhoso ter finalmente olhado para os pobres. Um homem bem nutrido pode raciocinar melhor; pode refletir melhor; fica mais politizado; consegue perceber de forma mais consciente o que é melhor para si, sua família, sua sociedade. É disso, amigos, que muitos têm medo. Pois este cidadão pertence à classe com maior potencial revolucionário. É esta classe, que melhor do que todas as outras, pode exigir de seus governantes. É esta classe que pode construir uma sociedade mais justa. Quanto aos preconceituosos, que se alimentem das vidas que a fome ainda consegue ceifar, pois se depender de gente como o Lula que acredita que a Igualdade não é sinônimo de Injustiça, esses monstros vão padecer por falta de alimento. Pois os números (que eles gostam de usar) estão em favor da justiça. É cada vez maior o número de gente que deixa a condição de miséria absoluta aqui no Brasil. É a fome, meus amigos, que mais tira vida pelo mundo afora . É contra a fome que todos governantes do mundo deveriam lutar. Por isso repito: ?Acho que o assunto das ?bolsas-esmolas? já nem devia ser discutido aqui no Brasil?. Observação: Para quem critica o bolsa-família pelos gastos que o projeto traz aos cofres públicos, digo que isso é discutível. Até porque, não há dinheiro no mundo que pague por uma vida. Além do mais, uma criança bem nutrida significa uma enorme economia nos os gastos com a saúde. Uma criança bem nutrida se educa melhor, cresce mais forte, e com certeza vai produzir e arrecadar muito mais dinheiro para o país do que o que foi gasto com ela. Por isso, falar de gastos públicos é discutível. Detalhe sobre o Frodo (não pertinente à questão) Frodo, depois de se tornar líder do grupo de chimpanzés (como Jane temia), não saciou sua sede de sangue nem mesmo depois de dizimar cerca de 80% das outras espécies de macacos que habitavam na região. Fez inclusive uma vítima humana, um bebê que foi puxado do colo de sua mãe. Esta assistiu a tudo sem poder fazer nada. Hoje, o Frodo não é mais que um chimpanzé comum. Todos magros, doentes, ilhados, condenados ao desaparecimento devido a devastação causada por seu parente mais evoluído. Akira, aqui no Y!R pega-se peixes com as mãos

[ Participação Civil ] Pergunta aberta : Presente de Natal: Vocês já viram um chapéu falante?!?

Sobre o Roda Viva de Gilmar Mendes e um certo "chapéu falante" que o defendeu ( vou estragar a surpresa: é o Reinaldo Azevedo!). O texto é um pouco longo mas é imperdível! Segunda-feira 15 de dezembro. Vivemos o sexto ano da ditadura do "Estado policial". As liberdades individuais, como se vê diariamente nas ruas, foram suprimidas. Pobres banqueiros e desprotegidos empresários vivem acuados por policiais e juízes, gente esquisita que decidiu cumprir as funções que a sociedade deles exige: investigar e julgar. Sorte que existe um paladino. Ele atende pelo nome de Gilmar Mendes, preside o Supremo Tribunal Federal (STF) e, às 10h30 da noite, está sentado no centro do Roda Viva, programa de entrevistas da TV Cultura no ar há mais de vinte anos. Mendes é um democrata, como sabemos, e não foge a nenhuma batalha em nome de sua cruzada pela defesa do Estado de Direito e das garantias individuais. Será sua milionésima entrevista, mas não importa que, dia sim, dia não, ele valha-se dos microfones e holofotes para atropelar uma regra básica da magistratura, a de que um juiz, ainda mais um ministro do Supremo, não pode se pronunciar sobre causas que vai julgar. Mendes oferece opiniões a granel. Quer uma frase contra a demarcação da Reserva Raposa-Serra do Sol? Chame o Mendes. Uma resposta a respeito dos "terroristas" que insistam na reinterpretação da Lei de Anistia? Liga pro Mendes. Ou melhor, espere-o na saída do STF. Precisa de umas aspas que se adéqüe à tese de que juízes de primeira instância e policiais conspiram para instalar um Estado totalitário no Brasil? Cadê o Mendes. Ronaldo, o Fenômeno, no Corinthians? Não importa que ele banalize a função. Ignora-se, na porção dos defensores da democracia, o fato de que em nenhum país desenvolvido, ou mesmo entre os aspirantes, um presidente da mais alta Corte mercadeje suas opiniões em troca de espaço na mídia. No caso brasileiro, trata-se (como alguém pode duvidar) de um bem-vindo ativismo judicial. Além do mais, informa Mendes lá pelas tantas do programa, ele não participa de um concurso de popularidade com ninguém. Por que então a extensa agenda em São Paulo, iniciada com uma homenagem na Fiesp na sexta-feira 12 e concluída no Roda Vida, salpicada de visitas a empresas de comunicação? Pena que Mendes, como boa parte dos que se dizem democratas no Brasil, carregue dentro de si um pequeno déspota. Isso lhe tira a chance de ser santificado. E ele, inegavelmente, agiu como um tiranete ante as perguntas da jornalistas Eliana Cantanhêde, da Folha de S. Paulo. É presumível -- e bastante natural -- que o ministro tenha sido informado da lista de entrevistadores. Provavelmente, enganou-se quanto à passividade de Cantanhêde. Havia um turista acidental, Carlos Marchi, do Estadão, alheio ao redor. E o elenco de apoio, do qual se falará em breve. Em pleno horário nobre, ao vivo, o supremo presidente quase perdeu as estribeiras com Cantanhêde. Também, pudera, ela teve a pachorra de fazer perguntas que não serviriam apenas para o ministro desfiar sua decantada erudição e saber jurídico. Cantanhêde não quis saber, por exemplo, o que Mendes achava da percepção geral de que o STF é dado a privilegiar réus endinheirados. E também sobre as razões do segundo habeas corpus que libertou o banqueiro Daniel Dantas em menos de 48 horas, apesar de o juiz De Sanctis, que autorizou a nova prisão após o próprio Mendes ter libertado o banqueiro da primeira vez, ter acrescentado provas adicionais no pedido. Mais cedo, durante evento na seção paulista da Ordem dos Advogados, o ministro havia dito que o habeas corpus é "essencial como o ar". As perguntas de Cantanhêde parecem ter lhe afetado a respiração por instantes. Tentou conter a exaltação cofiando uma inexistente barba. Alvejado por outra pergunta, não se conteve. Em tom áspero, desferiu, primeiro sobre o privilégio a ricos: "Fui eu, não foi você, que denunciou o amontoado de presos". Palmas. Depois, sobre o HC de Dantas propriamente dito. De acordo com ele, o segundo pedido de prisão de Dantas expedido por De Sanctis era "um desafio" lançado com o objetivo de desmoralizar o STF. Parênteses: Mendes tem cometido outro pecadilho grave para quem empunha a bandeira da democracia com dedicação sebastiana. Confunde o indivíduo, no caso ele, com a instituição, o STF. Criticá-lo é afrontar a mais alta Corte do país. É uma maneira bem republicana de encarar os fatos. Por causa das perguntas iniciais (será a jornalista da Folha mais uma fascista a atentar contra as liberdades?), o Roda Viva até parece seguir sua dinâmica mais ou menos usual. Não durou muito, a sensação. Agastado, Mendes foi socorrido pelos cavalariços. Na vanguarda, um chapéu de onde, subitamente, começam a sair palavras. Eis a versão brasileira do "talentoso" Ripley. Sempre com a sua inamovível condição de figurante, sempre tentando ser o que não é, o pobre chapéu, mimetizando trejeitos e tiques de seus objetos de desejo, enquanto tenta manter seus de

Polícia realiza operação para prender suspeitos de torturar jornalistas


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