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Leveza - Workpédia

 
Leveza


  • Qualidade do que é leve, pouco espesso, pouco pesado, pouco maciço: a leveza de uma pluma, do alumínio.
  • Assuntos relacionados a Leveza

    [ Outras - Artes e Humanidades ] Pergunta aberta : Tu já sofreu de pieguice?

    Todas as cartas de amor são ridículas, já advertiu poeticamente Fernando Pessoa na voz do seu heterônimo Álvaro de Campos. Não só as cartas de amor, ele acrescentou, mas também "os sentimentos esdrúxulos". Na verdade, por pudor crítico, a gente tende a achar ridículos todos os sentimentos, ou todas as cartas e confissões sentimentais, esquecendo-se de que, como disse Pessoa no mesmo poema, "só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas". Em matéria de emoções, o medo de ser ridículo nos faz mais ridículos. Impomos tantas restrições ao que vem do coração que somos capazes de exibir idéias pobres com o maior desplante, mas temos vergonha de demonstrar até os melhores sentimentos, ainda mais agora que os ventos pós-modernos propõem a razão cética e a lógica cínica como visão de mundo, confundindo tudo com pieguice, fraqueza ou capitulação sentimental. Isso fica claro em certas situações críticas, na solidão noturna de um corredor de hospital, diante de riscos impensáveis, em face da doença de um filho. Nesses momentos, a alma cheia de cuidados e desassossegos se abre para o despudor sentimental, para a onda de solidariedade com a qual amigos, ah, os amigos, banham a nossa angústia. Aí o que vale não é a linguagem convencional, incapaz de descrever a experiência, mas as formas emocionais de comunicação. Não importam os significantes mas os significados, os gestos gratuitos, aparentemente sem utilidade, uma palavra apenas, às vezes nem isso, um toque, um bilhete, um aperto de mão, um abraço mudo, um olhar úmido, um símbolo - nada de novo, de original, mas quanto conforto! Costuma-se exaltar a cabeça como fonte da razão e denunciar o coração como sede da insensatez, como músculo incapaz de ter autocrítica e de ser original. Que seja assim. E daí? Nada pior do que uma idéia feita, mas nada melhor do que um sentimento usado. A cabeça pode gostar de novidade, mas o coração adora repetir o já provado. Se as idéias vivem da originalidade, os sentimentos gostam da redundância. Não é por acaso que o prazer procura a repetição. As teorias da comunicação ensinam que só há informação quando há originalidade, ou seja, quanto menor for a redundância de uma mensagem, maior será a sua taxa de informação. Se você comunica a uma pessoa o que ela já sabe, a quantidade de informação é zero. Não há dúvida de que isso funciona para a informação semântica. Ninguém lê jornal de ontem, nem vai atrás do já visto. Quando se muda de campo, porém, e se entra no terreno da mensagem sentimental, lírica ou emocional, parece ocorrer o contrário: o amor, a amizade e o afeto são recorrentes, insistentes, precisam, pedem confirmação. Talvez por isso a gente não se canse de revisitar a poesia, a mais lírica das expressões. A redundância não diminui a beleza nem o teor poético de um poema. Nada mais prazeroso do que repetir versos de cor. Houve uma época em que nós, adolescentes, declamávamos poemas como hoje se recitam letras de rap. Revidava-se Drummond com Bandeira; a um Lorca se respondia com um Pessoa; cultivava-se João Cabral de Melo Neto e havia sempre um Vinicius para acalentar uma cantada. A poesia serve para disfarçar o pudor e serve também para exprirmir o indizível - aqueles estados de intensidade emocional que exigem formas requintadas e duradouras de expressão. Em certas horas, o melhor remédio são versos esparsos de esquecidos poemas. Eles vêm ao acaso, trazidos pela memória involuntária. "O sol tão claro lá fora e em minhalma anoitecendo'', de Bandeira, ou "Esta manhã tem a tristeza de um crepúsculo", também dele. "Há um amargo de boca na minha alma", de Pessoa. "Apagada e vil tristeza", de Camões, e assim por diante, como se fosse uma antologia do coração. Em A insustentável leveza do ser, o best-seller que todo mundo leu nos anos 80, Kundera escreveu várias páginas sobre o perigo da manipulação de sentimentos pelo poder que em geral leva ao kitsch político, ou seja, à contravenção, ao engodo na política. É preciso cuidado porque o fenômeno ronda todas as formas de expressão do homem e está sempre à espreita das realizações artísticas. Tudo bem, todo cuidado é pouco, não se faz arte com bons sentimentos - o kitsch é o mau gosto estético. Mas quem disse que a vida é uma obra de arte? Quem disse que o sentimento é kitsch? Zuenir Ventura (crônica publicada no Jornal do Brasil, em 12/8/95)

    [ Dor e Gerenciamento da Dor ] Pergunta aberta : Tenho Gastrite e Refluxo e qdo estou em crise tenho uma dor de cabeça , congestionamento nasal , é normal?

    [ Outras - Família e Relacionamentos ] Pergunta aberta : A leveza permite ver a vida com maior nitidez e consequentemente melhores soluções?

    [ Cães ] Pergunta aberta : A CARTA DE UM CÃO AO SEU DONO!!!!!?

    Carta de um cão ao seu dono Olá, Eu sou aquele que sempre lhe espera. O seu carro tem um som especial, e eu posso reconhecê-lo entre mil. Os seus passos têm um timbre de magia, eles são música pra mim. A sua voz é o sinal maior do meu momento feliz e às vezes você nem precisa falar nada. Quando sinto sua tristeza, eu tento te fazer sorrir. Se vejo que está alegre, como isso me faz feliz! Eu não sei o qual é o melhor aroma no ar. Só sei que o seu perfume é o melhor. De algumas presenças eu gosto, de outras não. Mas a sua presença é a que movimenta os meus sentidos. O seu olhar é um raio de luz quando percebo o seu despertar. As suas mãos sobre mim têm a leveza da paz. E quando você sai, tudo é vazio outra vez. E eu volto a te esperar sempre e sempre. Até você chegar novamente. Esperar pelo som do seu carro... Pelos seus passos... Pela sua voz... Pelo seu cheiro... Pelo seu repouso sob minha vigília à noite... Pelo seu olhar... Pelas suas mãos fazendo carinho em mim. Eu sou aquele que te espera... Eu sou seu cão! E sou feliz por ser assim! Nunca lhe pedi para me deixar bonito, nem para me adestrar... Também não lhe peço bons alimentos ou me levar no veterinário, nem isso nem coisa alguma... Se não tiver uma correia bonita, pode me colocar num laço ou deixa-me solto... Prometo que não vou embora... Se não puderes me comprar uma casinha, me conformo com um trapinho no chão... Aonde quer que você me colocar, eu sempre vou te proteger. Não me corte o rabinho, nem me afine as orelhas. Prometo que serei fiel quando tiver que te defender... Se eu destruir algo, desculpa-me, é que não sei o que faço quando estou brincando com as suas coisas, não conheço o valor dos seus objetos e não estrago por má intenção... O que lhe peço é um carinho de vez em quando em mim, e um pedacinho de pão, o demais, me dê apenas se for de sua vontade. Se eu soubesse falar, quantas palavras bonitas eu diria a você... Se você soubesse como fico feliz quando passeio contigo, mesmo que você não perceba, eu fico muito feliz! E se já estou velho, e lhe dei meus melhores anos, não me deixe na rua... E, se lhe causei algum dano, com esta lágrima que vê brotar de meus olhos, peço-lhe perdão... Sim, eu sou um animal, sou um cachorro criado por Deus, porém também os cachorros sentimos e temos coração... Chegará o dia, em que partirei dessa vida, e quero que saiba que lá no céu dos cães, eu sempre serei grato por tudo o que você fez por mim, e principalmente pelos anos que passamos juntos... Com carinho, Cãozinho.

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