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Presunção |
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[ Cães ] Pergunta aberta : É longo..é triste...mas há muito queria dividir este texto com os amigos,amantes de cães...posso?
O ÚLTIMO DESEJO E TESTAMENTO
DE UM CÃO MUITO ESTIMADO
(Eugene O'Neill)
EU,SILVERDENE EMBLEM O'NEILL (Bleimie para os mais íntimos),sentindo o peso dos anos e das enfermidades,e sabendo que minha vida chega ao fim,venho por meio desta gravar o meu último desejo e testamento, na lembrança de meu Dono.Ele não saberá de sua existência até o dia de minha morte.Só então,quando me recordar em sua solidão,tomará conhecimento deste testamento,que lhe peço registrar ,em minha memória.
Quase nada deixo de bens materias.Os cães são mais sábios que os homens.Eles não dão muito valor às coisas.Eles não consomem os dias,acumulando propriedades.Eles não perdem o sono,guardando os objetos que possuem,e adquirindo os que não possuem.Não deixo pois,nada de valor,exceto meu amor e minha fidelidade.Estes,lego a todos que me amaram,a meu Dono e minha Dona,que mais lamentarão a minha perda,a Freeman que tem sido tão bom para comigo,a Cyn e Roy,Willie e Naomi,e...(bem,se fosse fazer a lista de todos que me amam,meu Dono teria que escrever um livro).Talvez seja presunção elogiar a mim mesmo quando estou perto da morte,que devolve ao pó todos os animais e vaidades.
Mas em toda a minha vida fui sempre um cão extremamente amável.
Peço a meu Dono e à minha Dona que se lembrem sempre de mim,mas que não chorem a minha morte por muito tempo.Em vida sempre procurei consolá-los nas horas de tristeza e aumentar sua alegria nos momentos de felicidade.É doloroso pensar que,com minha morte,serei motivo de dor para eles.Quero que saibam que,se nenhum cão têve vida mais feliz que eu(e isto devo ao amor e carinho dos meus Donos),agora que fiquei cego,surdo e coxo,e até mesmo me falha o faro a ponto de não perceber um coelho bem debaixo do meu nariz,meu orgulho se transformou em humilhação doentia e confusa.Sinto que a vida me está tratando com rudeza ao prolongar esta doença.É hora de dizer adeus,antes de me tornar uma carga para mim e para os que me amam.É triste ter que deixá-los,mas não é triste morrer.Os cães não temem a morte como os homens.
[ Outras - Família e Relacionamentos ] Pergunta aberta : É melhor cobrar exclusividade ou tentar aproveitar a farra?
"Ouvi o pessoal relatar que a Kelly Key traiu o Latino quando visitou a África.
Na época o cara ficou muito mal, mas deu a volta por cima e hoje está aí, cantando as mesmas m... de sempre.
A questão é a seguinte:
Estando com certas mulheres, não é muita presunção querer exclusividade?
Se você pode saborear uma gata tipo Kelly Key, por que não permitir que, na moita, sem você presenciar, outros também curtam a gata?
Basta fazer de conta que não viu, não sabe e não quer saber.
Muitos vão achar um absurdo minha opinião, porém tem muitos homens que passam a vida toda só comendo "patinho", no entanto, se alguém oferecesse um "filé" sem exclusividade, eles não topariam.
Isso não é burrice?
Eu toparia e topo.
Adoraria ter uma Kelly Key, uma Cláudia Raia ou uma Halle Barry, mesmo sabendo que essas gostosas NÃO SÃO SÓ MINHAS.
Reflitam e me digam a opinião de vocês.
Com inteligência, certo?"
Estou repetindo uma questão de um amigo, pois achei muito legal.
[ Psicologia ] Pergunta aberta : Você o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?
RUBEM ALVES
Esse é a última coisa que posto aqui...
Bjs e Abraços do Psi...
A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser.
O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com gente. As grandes transformaçoes acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que é o seu jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor.
Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.
Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. Pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: Bum! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, com que ela mesma nunca havia sonhado.
Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria a ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
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