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Quilômetro - Workpédia

 
Quilômetro


  • Unidade de comprimento (símbolo km). Um quilômetro equivale a mil metros: a légua brasileira é de 6 km.
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    [ Outras - Governo e Política ] Pergunta aberta : Fiquei chocada com a disparidade dos numeros e com a frieza dos agressores. Israel X Palestina?

    Sexta, 2 de janeiro de 2009, 14h50 Jornal do terra População do sul de Israel exige que Exército continue bombardeando Gaza, O apoio à ofensiva militar sobre a Faixa de Gaza é quase unânime entre a população do sul de Israel, onde os foguetes palestinos geraram medo, raiva e a convicção de que vale de tudo para acabar com o Hamas. O crescente número de mortos na faixa, as numerosas vítimas civis e a dureza das imagens de dor que chegam à televisão israelense não comovem a população das comunidades próximas a Gaza, onde o apoio à operação militar é em massa e quase ninguém se mostra a favor de parar o ataque. Das ruas de Sderot são avistados a apenas três quilômetros de distância os aviões israelenses que bombardeiam a região, mas não se ouvem seus disparos, embora, se se olhar fixamente, pode-se ver uma chama de luz cada vez que eles soltam suas cargas. O que sim se escuta a cada certo tempo são as sirenes advertindo do lançamento de um foguete a partir da faixa, fazendo com que todo mundo deixe o que está fazendo e se esconda no refúgio mais próximo, Nos cafés e restaurantes as pessoas comem de costas para os canais de televisão que mostram a destruição em Gaza, mas que, sobretudo, dedicam seus espaços a mostrar imagens do medo vivido pelos povoados do sul do país e os destroços causados pelos foguetes palestinos que chegam ao território israelense, mas que na sua grande maioria caem sobre zonas desérticas do deserto. "Cem por cento da população do sul e 90% dos israelenses apóiam esta operação. Queremos que continue e não nos importa se cívis morrem ou que tenhamos que esperar meses até que o Exército acabe com seu trabalho e expulse todas as organizações terroristas de Gaza", disse à Agência Efe Shalom Halevi, porta-voz adjunta da Prefeitura de Sderot. Desde que começou a ofensiva militar israelense, no sábado passado, morreram em Gaza 430 pessoas e mais de 2.200 ficaram feridas, enquanto os foguetes das milícias palestinas, a maioria de fabricação caseira e elaborados com encanamentos, mataram nos últimos oito anos 16 israelenses, quatro deles esta semana. A desigualdade de forças e o desequilíbrio entre os números de vítimas de um e outro lado, no entanto, não são nesta região motivo suficiente para chamar à contenção. Após sete dias de contínuos bombardeios em Gaza, o Exército israelense reconheceu que tinha superestimado a capacidade balística do Hamas e que a ameaça para o sul do país é menor que o que em um primeiro momento tinha sido calculado, informou hoje o jornal "Ha'aretz". Mas os habitantes do sul, sobretudo os das cidades onde até há apenas alguns dias nunca tinham chegado os foguetes palestinos, exigem do Exército que "faça seu trabalho até o final" e "acabe com o medo". Os colégios estão fechados desde que caiu o primeiro foguete e, as ruas estão mais vazias do que o habitual, mas não se percebe nervosismo na cidade, onde se podem ver algumas crianças andando de bicicleta e mulheres com seus filhos fazendo lanches nas cafeterias. Quem é contra a continuação da ofensiva é minoria e não o manifesta abertamente. É o caso de Aaron Medina, israelense descendente de espanhóis que opina que os bombardeios não são a solução. "Queriam demonstrar que Israel é o mais forte, mas isso todo mundo já sabia". Medina acredita que a única saída para que haja permanentemente paz na região será um acordo político. Dina Babulpan, gerente da Prefeitura de Ashdod, também acredita que a solução terá que ser negociada para ser definitiva, mas considera que "primeiro é preciso destruir o Hamas e todos que são contra Israel para depois se falar com eles". Segundo uma enquete divulgada ontem pelo jornal "Ha'aretz", 52% dos israelenses querem que os bombardeios continuem sobre Gaza, enquanto apenas 20% da população pede que se negocie uma trégua. Ontem à noite, cerca de 20 jovens poetas realizaram uma vigília com leitura de poemas em frente a uma casa do ministro da Defesa, Ehud Barak, de quem exigem que acabe com a destruição em Gaza. Hoje, poucas dezenas de pessoas se manifestaram na cidade portuária de Haifa para protestar contra a ofensiva, mas a aposta pelo fim da violência é minoritária em Israel, onde inclusive o único partido pacifista, o Meretz, apoiou a sangrenta ofensiva contra a região palestina.

    [ Livros e Autores ] Pergunta aberta : O texto abaixo é mesmo do Veríssimo? Você gostou dele?

    Chegou o verão... Chegou o verão. E com ele também chegam os pedágios, os congestionamentos na estrada, os bichos geográficos no pé e a empregada cobrando hora-extra. Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura e muita gordura, pouco trabalho e muita micose. Verão é picolé de Ki-suco no palito reciclado, é milho cozido na água da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca. Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no tênis. Mas o principal, o ponto alto do verão é... a praia!! Ah, como é bela a praia! Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção. Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das velhas. Os jovens de jet ski atropelam os surfistas que, por sua vez, miram a prancha pra abrir a cabeça dos banhistas. O verão é Brasil, é selva, é carnaval, é tribo de índio canibal. Todo mundo nú de pele vermelha. As mulheres de tanga, os homens de calção tão justo que dá até pra ver o veneno da flecha, e todo mundo se comendo cru. O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão chegando. É muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa, toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de férias. Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados e prontos pra enterrar a avó na areia. E as crianças? Ah, que gracinha! Os bebês chorando de desidratação, as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem. As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho perdido e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do chinelo. Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como perfurar um poço pra fincar o cabo o guarda-sol. É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar em pé. Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da maravilha que é entrar no mar! Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de cerveja no fundo. Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva. Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita cheia de areia, vem aquela vontade de fritar na chapa. A gente abre a esteira velha, com cheiro de velório de bode, bota o chapéu, os óculos escuros e puxa um ronco bacaninha. Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor. Mas, claro, tudo tem seu lado bom. E à noite o sol vai embora. Todo mundo volta pra casa, toma banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo. O xampu acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa, desde o creme de barbear até desinfetante de privada. As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa de praia oferece. Aí, uma bela macarronada básica pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede pra adquirir um bom torcicolo. O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família. Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo possa se encontrar no mesmo inferno tropical. - Luis Fernando Veríssimo -

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