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JUIZ DE DIR. AO ZIRALDO E AO JAGUAR
CARTA DE UM JUIZ DE DIR. AO ZIRALDO E AO JAGUAR
CARTA DE UM JUIZ DE DIR. AO ZIRALDO E AO JAGUAR
(qdo tiver tempo leia )
PESSOAL: É LER E... REFLETIR SOBRE "INDENIZAÇÕES"
(Carta de um juiz de Direito ao Ziraldo e Jaguar)
Juiz de Espumoso (RS) escreve a Ziraldo e Jaguar, comentando a aprovação da indenização e da aposentadoria em dobro paga pela Nação aos humoristas, que 'sofreram muito' por terem sido presos durante uma semana na época da ditadura militar brasileira, como represália pelas críticas que eles mesmos publicaram em 'O PASQUIM', na ocasião.
Prezados Ziraldo e Jaguar:
Eu fui fã número 1 do PASQUIM (em seguida saberão por quê). Por isto me sinto traído pela atitude de vocês (Ziraldo e Jaguar). Vocês,recebendo essa indenização milionária, fizeram exatamente aquilo que criticavam na época: o enriquecimento fácil e sem causa emergente da e na estrutura ditatorial. Na verdade, vocês se projetaram com a ditadura. Vocês se sustiveram da Ditadura.Vocês se divertiram com a Ditadura.
Está bem, vocês sofreram com a Ditadura, mas, exceto aquela semana na cadeia - que parece não foi tão sofrida assim - nada que uma entrevista regada a uísque e gargalhadas na semana seguinte não pudesse reparar.
A cada investida da Ditadura vocês se fortaleciam e a tiragem seguinte do jornal aumentava consideravelmente.
Receber um milhão de reais e picos por causa daquela semana, convenhamos, é um exagero, principalmente quando se considera que o salário mínimo no Brasil é de R$ 480,00 por mês... Vocês não podem argumentar que a Ditadura acabou com o jornal. Seria a mais pura mentira, se é que a mentira pode ser pura. O 'O Pasquim' acabou porque vocês se perderam.
O Pasquim acabou nos estertores da Ditadura porque vocês ficaram sem o motor principal de seu sucesso, a própria Ditadura. Vocês se encantaram com a nova ordem e com a possibilidade de a Esquerda dominar este país que não souberam mais fazer humor. Tanto que mais tarde voltaram de Bundas(*) há não muitos anos - e de bunda caíram porque foram pernósticos e pedantes.
Vocês só sabiam fazer uma coisa: criticar a Ditadura e não seriam o que são sem ela. Eu vi o nº 1 de 'O Pasquim' num tempo em que não tinha dinheiro para adquiri-lo. Mais tarde, estudante em Florianópolis, passei a comprá-lo toda semana na rua Felipe Schmidt, próximo à rua 7 de Setembro, numa banca em que um rapaz chamado, se não me engano Vilmar, reservava um exemplar para mim. Eu pagava no fim do mês. Formado em Direito, em 1976 fui para Taió.
Lá assinei o jornal que não chegava na papelaria do meu amigo Horst. Em 1981 vim para o Rio Grande do Sul e morando, inicialmente, em Iraí, continuei assinante. Em fins de 1982 fui promovido para Espumoso e sempre assinante.. Eu tenho o nº 500 de O Pasquim, aquele que foi apreendido nas bancas e que os assinantes receberam... Nessa época, não sei se lembram, o jornal reduziu drasticamente seu número de folhas. Era a crise. Era um arremedo do que fora, mas ainda assim conservava alguma verve.
A Ditadura estava saindo pelas portas dos fundos e vocês pelas portas da frente, famosos e aplaudidos. Vocês lançaram uma campanha de assinaturas. Eu fui a campo e consegui cinco ou seis. Em Espumoso! Imaginei que se cada assinante conseguisse cinco assinaturas, ajudaria muito. Eu era Juiz de Direito. Convenhamos: não fica bem a um Juiz sair vendendo assinatura de jornal. Mas fiz isto com o único interesse de ajudar o Pasquim a se manter. Na verdade, as assinaturas foram vendidas a amigos advogados aos quais explanei a origem, natureza e linha editorial do jornal. Uns cinco ou seis adquiriram assinaturas anuais. No máximo dois meses depois todos paramos de receber o jornal, que saiu de circulação.
O Pasquim deu o calote... Eu fiquei com cara de tacho e, como se diz por aqui, mais vexado que guri cagado. Sofri constrangimento por causa de vocês. Devo pedir indenização por isto?
Não, esqueçam! Mas agora que vocês estão milionários, procurem nos seus registros e devolvam o dinheiro dos assinantes de Espumoso que pagaram e não receberam a assinatura integral. Naquele tempo vocês não tinham como fazê-lo. Agora têm. Paguem proporcionalmente, mas com juros e correção monetária, como manda a lei.
Caso contrário, além de traidores, serei obrigado a considerá-los também caloteiros.'
Ilton Dellandrea
Juiz de Direito
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Além da indenização milionária a dupla passa a colaborar com o déficit da previdência, pois como o Lula, passam a receber aposentadoria em dobro do limite estabelecido para quem contribuiu por 35 anos! Além do mais, os que contribuiram por 35 anos não têm direito ao reajuste integral da aposentadoria. Este episódio das indenizações milionárias aos jornalistas do Pasquim é só mais um da série de escândalos em cascata que o pais produz.
Parece qu
Com calor, represa fica lotada em SP
[ Religião e Espiritualidade ] Pergunta aberta : Religião é o homem forte domando o homem fraco...?
O homem Jesus Cristo, culto e sábio, discípulo dos homens de ciência da sua época, tentou em vão, salvar da ignorância e do culto ao sobrenatural, uma humanidade cega da realidade natural, pois ele, Jesus, valorizava e reconhecia, como única e certa, as verdades naturais, e, portanto científicas, em uma época onde a verdade, melhor aceita, pertencia a um mundo sobrenatural. A religião, torcendo os fatos, prega uma imagem forjada da pessoa humana que realmente foi esse homem de ciência do Velho Mundo chamado Jesus Cristo. Portanto a verdadeira luta de Jesus Cristo foi para acabar com o que ele chamava de costumes pagãos da época, e ainda muito praticados hoje, por todas as religiões.
Se Jesus Cristo fosse um homem do século XXI diria o seguinte:
Da religião ?Porque o coração deste povo está endurecido, e ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam seus olhos; para que não vejam com os olhos da razão, e ouçam com os ouvidos dos lúcidos, e compreendam com o coração dos homens de ciência, e se convertam para minha verdadeira verdade, e eu os cure da ignorância natural.?
Da ciência: ?Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos porque ouvem. Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós verdes e não o viram; e ouvi o que vós ouvis, e não o ouviram.?
Havia ciência na antiguidade
Alexandria é uma cidade ao norte do Egito, situada a Oeste do delta do rio Nilo, às margens do Mar Mediterrâneo. É o principal porto do país, a principal cidade comercial e a segunda maior cidade do Egito. Tem 3,5 milhões de habitantes (2001).
A cidade ficou conhecida por causa do empreendimento de tornar-se, na antigüidade, o centro de todo conhecimento do homem, com a criação da Biblioteca de Alexandria.
Possui vastas instalações portuárias(embarque de algodão). A parte ocidental do porto ocupa cerca de 900ha e a parte oriente constitui o porto de pesca. Entre estas duas docas está localizada a cidade maometana, com ruas estreitas e bazares.
Possui uma universidade e uma escola superior árabe. É a metrópole do comércio egípcio do algodão e centro de inúmeras indústrias. Tem refinaria de petróleo, central térmica, praia e aeroporto.
Escola de Alexandria:
"A Escola de Alexandria durou vários séculos (do final do século IV a.C. até o VII d.C.), e durante esse período teve alguns momentos de glória. (...). Alexandre Magno morreu no ano de 323 a.C., e nessa data se estabeleceu o início da dinastia dos Ptolomeus (iniciada por Ptolomeu I, um general de Alexandre que proclamou a si mesmo Imperador). O maior promotor da Escola, entretanto, foi Ptolomeu II (que governou o Egito de 285 a 246 a.C.). Ele é tido como o protetor das letras e um administrador eficiente (a ele se atribui a construção do farol ? tido como uma das maravilhas do mundo antigo). Foi depois dele, em 145 a.C., que ocorreu a primeira depredação da Escola. Ela foi saqueada, como represália, em uma guerra civil.
Reestruturada, reencontrou um novo auge, e também o seu infortúnio, no século primeiro antes de Cristo. Nesse período, foi Cleópatra (que nasceu em 69 a.C. e morreu em 30 a.C., e que foi a última linhagem dos Ptolomeus) quem governou o Egito" (SPINELLI, Miguel. Helenização e Recriação de Sentidos. A Filosofia na Época da Expansão do Cristianismo - Séculos II, III e IV. Porto Alegre: Edipucrs, 2002, cap. VII).
História da biblioteca de Alexandria
Considera-se que tenha sido fundada no início do século III a.C., durante o reinado de Ptolomeu II do Egito, após seu pai ter construído o Templo das Musas (Museum). É atribuída a Demétrio de Falero sua organização inicial. Uma nova biblioteca foi inaugurada em 2003 próxima ao sítio da antiga.
Estima-se que a biblioteca tenha armazenado mais de 400.000 rolos de papiro, podendo ter chegado a 1.000.000. Foi destruída parcialmente inúmeras vezes, até que em 646 d.C. foi destruída num incêndio acidental (acreditou-se durante toda a Idade Média que tal incêndio houvesse sido causado pelos árabes).
Conta-se que um dos incêndios da lendária biblioteca foi provocado por Júlio César. Em caçada ao seu inimigo de Triunvirato (formado por César, Pompeu e Crasso), Pompeu, César deparou com a cidade de Alexandria, governada na época por Ptolomeu XII, irmão de Cleópatra. Pompeu foi decapitado por um dos tutores do jovem Ptolomeu, e sua cabeça foi entregue a César juntamente com o seu anel. Diz-se que ao ver a cabeça do inimigo César pôs-se a chorar.
Apaixonando-se perdidamente por Cleópatra, César conseguiu colocá-la no poder através da força. Os tutores do jovem faraó foram mortos, mas um conseguiu escapar. Temendo que o homem pudesse escapar de navio mandou incendiar todos, inclusive os seus. O incêndio alastrou-se e atingiu uma parte da famosa biblioteca.
A instituição da antiga biblioteca de Alexandria tinha como o principal objetivo preservar e divulgar a cultura nacional. Continha livros que foram levados de Aten
...Atenas. Existia também matemáticos ligados à biblioteca, como por exemplo Euclides de Alexandria. Ela se tornou um grande centro de comércio e fabricação de papiros.
A lista dos grandes pensadores que freqüentaram a biblioteca e o museu de Alexandria inclui nomes de grandes gênios do passado. Importantes obras sobre geometria, trigonometria e astronomia, bem como sobre idiomas, literatura e medicina, são creditados a eruditos de Alexandria. Segundo a tradição, foi ali que 72 eruditos judeus traduziram as Escrituras Hebraicas para o grego, produzindo assim a famosa Septuaginta.
Os grandes nomes da Alexandria antiga
Euclides: matemático, quarto século a.C. O pai da geometria e o pioneiro no estudo da óptica. Sua obra Os Elementos foi usada como padrão da geometria até o século XIX.
Aristarco de Samos: astrônomo, terceiro século a.C. O primeiro a presumir que os planetas giram em torno do Sol. Usou a trigonometria na tentativa de calcular a distância do Sol e da Lua, e o tamanho deles.
Arquimedes: matemático e inventor, terceiro século a.C. Realizou diversas descobertas e fez os primeiros esforços científicos para determinar o valor do pi (?).
Calímaco(c. 305-c. 240 a.C.): poeta e bibliotecário grego, compilou o primeiro catálogo da Biblioteca de Alexandria, um marco na história do controle bibliográfico, o que possibilitou a criação da relação oficial (cânon) da literatura grega clássica. Seu catálogo ocupava 120 rolos de pariro.
Eratóstenes : polímata (conhecedor de muitas ciências) e um dos primeiros bibliotecários de Alexandria, terceiro século a.C. Calculou a circunferência da Terra com razoável exatidão.
Galeno: médico, segundo século d.C. Seus 15 livros sobre a ciência da medicina tornaram-se padrão por mais de 12 séculos.
Herófilo: médico, considerado o fundador do método científico, o primeiro a sugerir que a inteligência e as emoções faziam parte do cérebro e não do coração.
Hipátia: astrônoma, matemática e filósofa, terceiro século d.C. Uma das maiores matemáticas, diretora da Biblioteca de Alexandria; por ser pagã, foi assassinada, sofrendo linchamento, a mando de São Cirilo.
Ptolomeu: astrônomo, segundo século d.C. Os escritos geográficos e astronômicos eram aceitos como padrão.
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[ Outras - Governo e Política ] Pergunta aberta : ¿Lulla dá o peixe, mas não ensina a pescar?
Acho que o assunto das ?bolsas-esmolas? já nem devia ser discutido aqui no Brasil, pois está bem claro a sua finalidade. Mas como colocam este assunto nas questões mais variadas, deixo aqui minha opinião.
Lulla da o peixe mais não ensina a pescar...
Frase sugestiva. Não acham?
Aliás, sempre quando falam das ?bolsas-esmolas? eu lembro de outra frase interessante que, muito embora pareça não haver semelhanças, me vem bem a calhar:
?O homem é o construtor de ferramentas?
Quem acompanhou com certa assiduidade os documentários sobre a vida animal em algum momento das últimas décadas para cá, já deve ter visto ou ouvido falar de Jane Goodall, uma loira linda e corajosa que se embrenhou nas selvas da Tanzânia para estudar o comportamento dos primatas.
Goodall foi criadora da famosa ?bolsa-banana?. O objetivo era conquistar a confiança dos chimpanzés distribuindo bananas entre eles.
Um sucesso! Goodall venceu o desafio, conseguiu se aproximar de um grupo de chimpanzés que viria a ficar conhecido no mundo inteiro. Entre eles estava o terrível Frodo*, que naquelas épocas ainda era apenas um filhote, mas já demonstrava uma agressividade tão desproporcional que a pesquisadora temia pelo dia que ele se fizesse líder do grupo. (Mais sobre o Frodo nos comentários não pertinentes à pergunta)
Depois de implantar o Bolsa-Banana e se aproximar do grupo, Jane Goodall pode registrar cenas fantásticas que revolucionaram a idéia reduzida que tínhamos destes animais.
Filmando o convívio dos chimpanzés, a pesquisadora constatou algumas semelhanças com os seres humanos que vieram a confirmar a teoria da evolução. Entre elas: A maneira que nos aproximamos de um novo grupo; como nos esforçamos para conquistar a confiança e aprovação de terceiros. Nossos relacionamentos estratégicos, amizade seletiva, sedução, traição, mas também, companheirismo e amizades duradouras, bem como muitos outros comportamentos sócio-comportamentais.
Jane Goodall também fez cair por terra o mito de que éramos os únicos construtores de ferramentas. Em uma cena maravilhosa, ela registrou um chimpanzé moldando e afinando um galho e depois usando como ferramenta de extensão do braço para alcançar o fundo de um formigueiro, assim pode aproveitar uma ?saborosa? refeição sem se preocupar com as indesejadas picadas.
Recentemente, Jane Goodall, já de idade avançada, mas ainda com o mesmo brilho nos olhos, voltou à Tanzânia para se reencontrar com o grupo de chimpanzés que a fez uma das maiores pesquisadoras que o mundo já conheceu.
Em um depoimento emocionante, surpreendeu a muitos de seus telespectadores quando confessou seu amargo arrependimento por ter implantado o bolsa-banana. Disse que se pudesse voltar no tempo, jamais cometeria o mesmo erro.
Pronto!
Agora que a semelhança entre as duas frases iniciais já foi devidamente explicada, voltemos para a questão das outras bolsas. As "bolsas-esmolas".
Para se discutir o Bolsa-Família de forma séria e coerente, temos que levar em consideração a existência de três grupos de pessoas. Os dois primeiros muito bem representados por aqui. E um terceiro que ? infelizmente ? não tem voz no yahoo respostas.
1) Os que são favoráveis
2) Os que são contra
3) Os que são beneficiados
Os que são favoráveis agem muitas vezes cegamente, pois defendem antes de tudo, sua ideologia: a Igualdade. Palavra que vem sendo forçadamente distorcida pelos direitistas, que tentam associá-la às atrocidades cometidas por regimes comunistas. Porém, a igualdade não se encerra em nenhuma ideologia. É maior do que qualquer movimento, por mais libertário que seja. Tem haver com os direitos naturais de qualquer ser humano. Por exemplo, o igual direito a vida.
Os que são contra as ?bolsas? se igualam ao primeiro grupo no que diz respeito ao não aprofundamento da questão. Porém, estes não se guiam necessariamente por sua ideologia: a Desigualdade. Aqui as reclamações são diversas. Muitas delas consideradas pelos esquerdistas como preconceituosas. Cito as duas principais:
1) ?É um projeto populista e eleitoreiro, usado para assegurar o voto dos mais pobres?; ?Usa o povão como massa de manobra?.
2) ?Vicia o povão?; ?faz dos pobres mais miseráveis ainda?; ?acostuma essa gente à ração e a torna cada vez mais dependente e improdutiva?.
Quanto aos beneficiados: deixo-os para a consciência de cada um.
Agora, para deixar claro o meu posicionamento, sou levado a voltar mais uma vez a história da Jane Goodall para associá-la aos demais detalhes da pergunta.
Jane Goodall se arrependeu, sim, do ?bolsa-banana? mas se enganam quem concluiu que tenha sido por deixar os chimpanzés dependentes da ?ração?. Os chimpanzés aceitavam de bom grado as bananas, mas isso não interferia a sua dieta alimentar. Eles não deixavam de buscar seus alimentos por causa de um punhado de banana. Jane também não se fez líder do grupo de chimpanzés por causa de sua caridade. Pensar assim seria ignorar a complexidade da natureza destas extraordinárias criaturas tão parecidas com seu parente mais evoluído.
O motivo de arrependimento tem haver com o fato de sua ação (ação humana) ter influenciado diretamente o cotidiano dos chimpanzés. Isso era o que ele mais queria evitar. Sua ação levou a outros fatores sócio-comportamentais dos chimpanzés: Eles seguem uma hierarquia. Um macho mais fraco, uma fêmea ou um filhote não poderiam pegar um banana antes do líder do grupo. Do contrário, se arriscavam a sofrer duras represálias, muitas vezes impostas horas depois, longe da presença humana. Outra coisa a assinalar é o ciúme que alguns chimpanzés causavam devido sua capacidade de cativar os humanos, dar e receber carinho.
Se pensar que os chimpanzés se tornariam dependentes de um punhado de bananas já é desconhecer a natureza destes animais, dizer que o Bolsa Família deixa o homem dependente (improdutivo) é desqualificá-lo a um nível inferior ao dos primatas; é desconhecer completamente a realidade social do nosso país; desconhecer a realidade das pessoas mais pobres; pior! É não conhecer-se a si mesmo, não saber da complexidade da natureza humana.
Dizer que 180 reais mensais deixa um homem improdutivo (dependente) é não saber o valor da nossa moeda. Precisa-se ganhar muito dinheiro para não saber o que dá para comprar com 180 reais.
Não, meus amigos.
Ao contrário de deixar um homem acostumado à ração; ao contrário de deixar um homem dependente e improdutivo; ao contrário de dar peixe ao homem, mas não ensiná-lo a pescar; ao contrário disso tudo, o Bolsa-Família serve para que o cidadão possa tocar sua vida em frente, de forma mais digna; possa alimentar suas crianças, deixá-las mais bem nutridas, mais bonitas; serve para que um cidadão possa fazer planos, criar projetos. Sim! Criar projetos; serve para que um cidadão possa, agora sim, produzir, colaborar com seu país.
Um cidadão que agora saiu de sua condição de invisível (muitos cômoda para outros), um cidadão que agora que recebeu uma mão para se levantar, pode erguer a cabeça, estufar o peito e dizer ?Eu sou Brasileiro!? E com muito orgulho por esse país maravilhoso ter finalmente olhado para os pobres.
Um homem bem nutrido pode raciocinar melhor; pode refletir melhor; fica mais politizado; consegue perceber de forma mais consciente o que é melhor para si, sua família, sua sociedade.
É disso, amigos, que muitos têm medo.
Pois este cidadão pertence à classe com maior potencial revolucionário. É esta classe, que melhor do que todas as outras, pode exigir de seus governantes. É esta classe que pode construir uma sociedade mais justa.
Quanto aos preconceituosos, que se alimentem das vidas que a fome ainda consegue ceifar, pois se depender de gente como o Lula que acredita que a Igualdade não é sinônimo de Injustiça, esses monstros vão padecer por falta de alimento. Pois os números (que eles gostam de usar) estão em favor da justiça. É cada vez maior o número de gente que deixa a condição de miséria absoluta aqui no Brasil.
É a fome, meus amigos, que mais tira vida pelo mundo afora .
É contra a fome que todos governantes do mundo deveriam lutar.
Por isso repito:
?Acho que o assunto das ?bolsas-esmolas? já nem devia ser discutido aqui no Brasil?.
Observação:
Para quem critica o bolsa-família pelos gastos que o projeto traz aos cofres públicos, digo que isso é discutível. Até porque, não há dinheiro no mundo que pague por uma vida. Além do mais, uma criança bem nutrida significa uma enorme economia nos os gastos com a saúde. Uma criança bem nutrida se educa melhor, cresce mais forte, e com certeza vai produzir e arrecadar muito mais dinheiro para o país do que o que foi gasto com ela. Por isso, falar de gastos públicos é discutível.
Detalhe sobre o Frodo
(não pertinente à questão)
Frodo, depois de se tornar líder do grupo de chimpanzés (como Jane temia), não saciou sua sede de sangue nem mesmo depois de dizimar cerca de 80% das outras espécies de macacos que habitavam na região. Fez inclusive uma vítima humana, um bebê que foi puxado do colo de sua mãe. Esta assistiu a tudo sem poder fazer nada.
Hoje, o Frodo não é mais que um chimpanzé comum. Todos magros, doentes, ilhados, condenados ao desaparecimento devido a devastação causada por seu parente mais evoluído.
Akira, aqui no Y!R pega-se peixes com as mãos
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