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Retina - Workpédia

 
Retina


  • Anatomia. A mais interna das três túnicas do globo ocular, sensível à luz e formada de células nervosas que mantêm relação com as fibras do nervo óptico. (Situada no interior da coróide e separada do humor vítreo pela membrana hialóide, a retina é uma membrana delgada e transparente, formada a expensas do desenvolvimento do nervo óptico e das células sensoriais da visão. [V. OLHO.].) A retina contém dois tipos de células visuais sensíveis à luz: os cones, mobilizados em condições de forte intensidade luminosa, e sensíveis às radiações coloridas, e os bastonetes, que funcionam apenas em condições de baixa luminosidade. A mácula lútea, região da retina que ocupa o pólo posterior do globo ocular, permite a nítida percepção das imagens formadas pelos meios refringentes do olho (córnea, cristalino etc.). As afecções mais freqüentes da retina são as retinites, a atrofia e os descolamentos.
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    Sem a teoria da evolução por seleção natural nada no mundo da biologia faz algum sentido. Sem Darwin e o neo-Darwinismo, você não pode responder a perguntas como "Por que os morcegos tem asas? Por que os gatos tem cinco garras? Ou por que nossas fibras óticas se cruzam na frente de nossas retinas?" Você pode apenas se sentar e apelar para um criador imaginário. Eu vou fazer uma afirmação audaciosa. Sem a teoria da evolução por seleção memética nada no mundo da mente faz algum sentido. Sem a memética você não pode responder a perguntas como "Por que eu não consigo tirar esse pensamento da minha mente? Por que eu decidi escrever esse artigo e não esse outro? Quem sou eu?" Sem a memética você pode apenas se sentar e apelar para um agente consciente imaginário. Uma História do Meme Meme Em 1976 Dawkins publicou seu best-seller O Gene Egoísta. Esse livro popularizou a visão crescente na biologia que a seleção natural se procede não no interesse das espécies ou do grupo, nem mesmo do indivíduo, mas no interesse dos genes. Embora a seleção tome partido amplamente no nível do indivíduo, os genes são os verdadeiros replicadores e é a competição deles que dirige a evolução do design biológico. Dawkins, claro e gentil como sempre, sugeriu que toda a vida em todo lugar no universo deve evoluir pela sobrevivência diferencial de entidades auto-replicadoras ligeiramente imprecisas; ele os chamou de "replicadores". Além disso, esses replicadores automaticamente se juntam em grupos para criar sistemas, ou máquinas, que os carregam por aí e trabalham em favor de sua replicação continuada. Essas máquinas de sobrevivência, ou "veículos" são nossos corpos familiares - e os dos gatos, da E. coli e do repolho - criados para carregar e proteger os genes dentro deles. Bem no final do livro ele sugere que o Darwinismo é uma teoria muito grande para ser confinada no restrito contexto do gene. Então ele faz uma pergunta óbvia e provocativa. Existem outros replicadores em nosso planeta? Sim, ele afirma. Bem na nossa cara, embora ainda esteja desajeitado à deriva em sua sopa primordial de cultura, é um outro replicador - uma unidade de imitação. Ele deu a ele o nome de "meme" (para rimar com "creme") e como exemplos sugeriu "músicas, idéias, slogans, modas de roupas, modos de fazer vasos ou de construir arcos." Os memes são armazenados nos cérebros humanos e passados adiante via imitação. Religiões como Complexos de Memes Co-Adaptados Dawkins (1976) introduziu o termo complexo de memes co-adaptado. Com isso ele quis dizer um grupo de memes que prosperam na companhia um do outro. Assim como os genes se agrupam para proteção mútua, levando finalmente à criação de organismos, então nós devemos esperar que os memes se agrupem. Como Dawkins (1993) põe "irá haver um agrupamento de idéias que florescem na presença um do outro". Complexos de memes incluem todos esses grupos de memes que tendem a serem passados adiante juntos, tal como as ideologias políticas, crenças religiosas, paradigmas e teorias científicas, movimentos artísticos, e linguagens. Os mais bem sucedidos entre eles não são apenas frouxas aglomerações de idéias compatíveis, mas grupos bem estruturados com memes diferentes especializados como anzóis, iscas, ameaças, e sistemas de imunidade. (O jargão memético ainda está evoluindo e esses termos podem mudar, mas veja o "dicionário memético" de Grant (Grant, 1990)). Quando eu tinha uns dez anos de idade eu recebi um cartão postal e uma carta que continha uma lista de seis nomes e me instruiu a mandar um cartão postal para o primeiro nome da lista. Eu deveria por o meu próprio nome e endereço no final e mandar a nova lista para mais seis pessoas. Me prometia que eu receberia diversos cartões postais. Essa foi uma carta corrente bastante inócua como essas coisa são, consistindo apenas em uma isca (os cartões postais prometidos) e um anzol (mande para mais seis pessoas). Ameaças também são comuns (mande isso ou o mal olhado irá lhe pegar) e muitas tem conseqüências bem piores do que um desperdício de selos. O que elas tem em comum é a instrução para "me duplicar" (o anzol) juntamente com os co-memes para coerção. Esses simples pequenos grupos podem se espalhar muito bem. O que isso tem a ver com as religiões? De acordo com Dawkins, tem muito. A mais controversa aplicação da memética é sem dúvida o seu tratamento às religiões como complexos de memes co-adaptados (Dawkins 1976, 1993). Ele descreve, sem nenhum receio, as religiões como "vírus da mente" e analisa como elas funcionam. Elas funcionam porque os cérebros humanos são exatamente o que os info-vírus precisam; cérebros podem absorver informação, replicá-la razoavelmente com precisão, e obedecer às instruções que elas incorporam. Dawkins usa o exemplo do Catolicismo Romano; uma gangue de memes mutuamente compatíveis que são estáveis o suficiente para merecer um nome. O coração do Catolicismo são suas maiores crenças; um poderos

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